David DTOF detalha rotina de um fisiculturista em exclusiva à UnicPharma - Blog Unicpharma
David DTOF Detalha Rotina De Um Fisiculturista Em Exclusiva à UnicPharma

UnicPharma recebeu, em live, no último dia 22 de setembro, o atleta de bodybuilding David DTOF Ferreira (@dtofdavid). O bodybuilder tem quase 10 mil seguidores em suas redes sociais e é um digital influencer no ramo do fisiculturismo. Em entrevista à Unic, DTOF contou um pouco do início dos treinos:

“Sempre gostei de esporte, especialmente futsal e futebol. Então, eu praticava 24h por dia, de segunda a segunda, como faço hoje com o fisiculturismo. Mas sempre fui muito pequeno, até os 18 anos pesava 48kg, então, vi que estava perdendo espaço e parei. Então, meu pai me inscreveu numa academia por questão de saúde, para praticar alguma atividade física”.

David DTOF sempre foi muito competitivo. Desde a infância com a bola nos pés, até no final da adolescência e início da fase adulta. Então, já mirando alguma competição na área da musculação, foi campeão do torneio de supino de todas as academias de Diadema e competir no fisiculturismo foi consequência. A primeira competição que participou foi em 2011. Curiosamente, não iria competir, apenas assistir a um amigo. Porém, por incentivo deste amigo, competiu, mesmo sem estar totalmente preparado, aceitou o desafio e ficou em 3º lugar.

“Aquilo foi motivador para mim. Pensei comigo: ‘Quero voltar nesse campeonato e ser campeão!’. No ano seguinte, voltei justamente neste campeonato e fui campeão júnior. Quando a gente é competitivo, sempre almeja o topo. E acho que esse que é o segredo do atleta: procurar sempre almejar o 1º lugar!”

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David Ferreira explicou que amigos e pessoas mais leigas quanto ao esporte brincam quanto ao uso das sungas curtas, do óleo corporal, das poses dos atletas, mas esclarece que é um esporte como qualquer outro:

“As pessoas tem que entender que o atleta de bodybuilding precisa mostrar todo o músculo do corpo. A gente está ali para uma análise de anatomia. Então, os juízes precisam ver glúteo, femoral, corte de perna, o sartório, que é um músculo que sai logo da virilha, então, não tem como fugir. É um esporte como qualquer outro. Mas os amigos tem intimidade na hora de brincar e zoam mesmo, já perderam o medo de morrer (rs)”.

DTOF falou sobre a evolução corporal, o auxílio de um nutricionista, uma boa alimentação, a suplementação e até mesmo a importância do descanso para um atleta.

“A rotina de um atleta tem que ser equilibrada em todos os pilares: dieta, treino e descanso. Se você não conseguir um equilíbrio nestes pilares, seu corpo não responder como deveria. Tem que escolher os alimentos e treinos corretos e preservar seu descanso. Não dá pra viver de balada, de churrasco em amigo. Então, você acaba abdicando de algumas coisas pelo sonho que você escolheu. Mas o nutricionista é muito importante. Ele tem umas cartas na manga que deixa meu dia muito mais fácil. Me pede foto a cada 10 dias, muda minha alimentação e perto de competição fica muito mais próximo de mim. É um segundo pai”.

Os preconceitos e a falta de apoio

David DTOF desabafou sobre o a necessidade de ter uma fonte de renda além do esporte, pelo fato do Brasil não ter o apoio necessário para a prática do esporte de alto rendimento. Além disso, afirmou ser constante a assimilação do bodybuilder com uso de drogas, exaltando que é um desrespeito aos atletas este pensamento infundado. Contou também que os prêmios raramente são em dinheiro.

“Antigamente era mais comum ver um torneio com a premiação de uma moto, um carro, um cheque, hoje é difícil ver um campeonato que premia em dinheiro. Hoje tem mais federações promovendo o show de fisiculturismo. Antigamente era mais afunilado. Se a federação tem todos os atletas para si, fica mais fácil premiar. Apesar de pagarmos uma inscrição para competir num campeonato que não é nada barata. Para competir, por exemplo, num Arnold South America são mil reais só para ter a liberação para competir. Mas quem pensa que como bodybuilder você consegue viver, não é bem assim”.

O patrocínio deixa o atleta mais resguardado e é um grande apoio, mas patrocinadores que pagam em dinheiro é raridade, conta David Ferreira. A maioria é parceria com produtos. E ainda brada que o governo poderia investir mais no esporte numa luta contra a obesidade. De acordo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Brasil está entre os países mais obesos do mundo. Assim, sendo o 3º entre os homens e o 5º entre as mulheres.

“O governo poderia investir muito mais. Não só no bodybuilder, como também no powerlifter, nos atletas que vão para as Olimpíadas… Não que eles não tenham um apoio, mas poderia ser algo mais prestigioso. Hoje tem algumas federações que levam alguns atletas para as Olimpíadas, mas não sei se ainda existe uma bolsa atleta. Mas o governo deveria ser papel fundamental nesta questão”.

O uso de anabolizantes

Por fim, David DTOF falou sobre o preconceito que os atletas bodybuiders sofrem do público que não conhece. Ainda existe uma confusão entre a suplementação, o uso de manipulados e “bomba”, nome popular dos anabolizantes. Mas David explica que no bodybuilding não existe doping, portanto, o uso do anabolizante é normal no esporte para que o profissional extraia cada vez mais do corpo. Mas alerta que não é impossível se preparar sem eles, mas a desvantagem para quem não usa é considerável.

“Não impossível se preparar sem (anabolizantes), mas com eles te dá uma mudança gigantesca. Então, seria impossível você se preparar para uma competição que as pessoas utilizam algum recurso para melhorar sua performance e você não utilizar. Tem uma discrepância. Mas todo medicamento foi estudado, elaborado… Nada é colocado na rede sem estudo. Com um bom acompanhamento, sem dúvida, você pode usar tranquilamente. Se o anabolizante fosse tão fatal assim, o Arnold (Schwarzenegger), por exemplo, que estava lá nos tempos dos primórdios, já tinha ido. As pessoas falam de uma coisa que não entendem e não buscam informação”.

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