Soluço pode ser um sinal de problema? - Blog Unicpharma
20161127

Soluço pode ser um sinal de problema?

O soluço é uma contração muscular involuntária que para e recomeça com um intervalo pequeno entre um e outro, associada aos nossos músculos inspiratórios e ao diafragma.

Todos nós já tivemos um ou mais episódios de soluço durante a vida, mesmo porque, na maior parte das vezes, ele é apenas um reflexo de quando comemos muito, da grande ingestão de refrigerantes ou bebidas alcoólicas, mudanças de temperatura, tabagismo ou da própria deglutição do ar.

Porém, o soluço persistente (pelo menos 48 horas) e/ou acompanhado de outras manifestações pode ser um sinal de que algo não vai bem em nosso corpo e pode estar ligado a doenças de naturezas físicas e até emocionais.

Algumas causas do soluço que precisam de atenção

  • Dispepsia (má digestão): a má digestão pode ser um episódio, mas também pode ser uma doença quando constante, que causa queimação ao soluçar. Além disso, é preciso ficar atento a dores abdominais, gases e náuseas.
  • Gastrite e refluxo gastroesofágico: se as crises prolongadas de soluço são acompanhadas de queimação ainda pode ser um sinal da gastrite ou do refluxo, ambos relacionados a acidez no estômago/esôfago. Fique atento à azia, náuseas e má digestão.
  • Doenças no diafragma: problemas que afetam o nervo frênico, como, por exemplo, hérnia de diafragma, podem causar crises de soluço.
  • Problemas neurológicos: doenças que afetam o sistema nervoso central, que podem ser infecções ou degenerativas, podem ter o soluço persistente como um sinal.
  • Fatores emocionais: crises de estresse e ansiedade são desencadeantes de soluços. Porém, eles também podem ser um reflexo da depressão, um transtorno que pode afetar o sistema nervoso central.

3 maneiras fáceis (que funcionam) de parar uma crise comum de soluço

  1. Prenda a respiração por alguns segundos, pois a quantidade de moléculas de gás carbônico (CO2) se eleva na corrente sanguínea, o que faz com que o cérebro contraia o diafragma.
  2. Ingira um copo de água gelada, já que a mudança repentina de temperatura também age sobre o diafragma.
  3. Peça para alguém te dar um leve susto, pois faz com que o corpo libere catecolamina, que regula o funcionamento do nervo frênico.

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