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ovários policísticos

O seu ciclo menstrual é todo desregulado? Você sabia que podem ser ovários policísticos. Essa condição é quando temos uma bola cheia de líquido dentro ou ao redor do ovário, que causam inúmeros efeitos.

Por isso, o Blog da UnicPharma separou tudo sobre essa condição.

O que são ovários policísticos?

​O cisto no ovário é uma bolsa cheia de líquido que se forma dentro ou ao redor do ovário, podendo provocar sintomas como dor na região pélvica, menstruação irregular, ou sangramento fora do período menstrual.

Ter um cisto no ovário, na maioria das vezes, não é grave porque é uma situação comum que acontece em muitas mulheres entre os 15 e os 35 anos de idade, podendo surgir várias vezes ao longo da vida, como no caso do cisto folicular ou cisto de corpo lúteo, por exemplo.

Geralmente, o cisto no ovário, também conhecido como cisto ovariano, é benigno e desaparece após alguns meses sem necessitar de tratamento, sendo importante fazer o acompanhamento com o ginecologista regularmente para verificar se o cisto diminuiu. No entanto, quando o cisto é grande ou se rompe, é necessário o tratamento com cirurgia.

Sintomas

Os principais sintomas de cisto no ovário são:

  1. Dor durante o período ovulatório;
  2. Dor constante na região abdominal;
  3. Sensação de barriga inchada;
  4. Atraso na menstruação ou menstruação irregular;
  5. Dor nas costas;
  6. Dor ou desconforto durante a relação sexual;
  7. Aumento na sensibilidade das mamas;
  8. Sangramento fora do período menstrual;
  9. Dificuldade para engravidar;
  10. Aumento de peso.

Os sintomas de cisto no ovário podem surgir quando há crescimento do cisto, ruptura ou torção, resultando em dor intensa. Os sintomas também podem variar de acordo com o tipo de cisto, sendo, portanto, necessário ir ao ginecologista para que sejam feitos exames para diagnosticar a presença, tamanho e gravidade do cisto.

O cisto no ovário é uma bolsa cheia de líquidos que pode se formar no interior ou ao redor do ovário e que pode resultar em dor, atraso na menstruação ou dificuldade para engravidar, por exemplo.

Como confirmar o diagnóstico?

O diagnóstico do cisto no ovário é feito pelo ginecologista através da avaliação dos sintomas e da realização do exame pélvico. Caso o médico suspeite de cisto no ovário, alguns exames podem ser solicitados, como ultrassom pélvico ou transvaginal, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

Além disso, o médico deve solicitar um exame de beta-HCG, para descartar a possibilidade de gravidez, além de exames de sangue como hemograma completo, dosagens hormonais de estrogênio e progesterona, e níveis de CA-125, para descartar câncer no ovário.

Outro exame que o ginecologista pode solicitar é a laparoscopia, que permite visualizar os ovários e todas as estruturas presentes na região abdominal e pélvica, e se necessário, remover o ovário ou o cisto, ou realizar uma biópsia.

Tipos de cistos no ovário

Os tipos de cisto no ovário variam de acordo com a sua origem, sendo os principais:

1. Cisto folicular

O cisto folicular é uma pequena bolsa cheia de líquidos localizado na superfície ou dentro do ovário que pode surgir quando os folículos não se rompem durante a ovulação para liberar o óvulo, sendo o tipo mais comum de cisto no ovário em mulheres em idade fértil.

Esse tipo de cisto é benigno, podendo seu tamanho variar de 2,5 cm à 10 cm, e normalmente desaparece sozinho entre 4 a 8 semanas, não necessitando de tratamento. No entanto, o cisto folicular muito grande pode se romper, e necessitar de tratamento cirúrgico.

2. Cisto de corpo lúteo

O cisto de corpo lúteo pode surgir após a liberação do óvulo, e, seu tamanho pode variar entre 3 e 4 cm. O corpo lúteo é uma estrutura responsável por favorecer a fecundação e a implantação do embrião fecundado no útero, resultando na gravidez. Quando não ocorre a fecundação e o corpo lúteo não se dissolve, pode resultar em um cisto.

O cisto de corpo lúteo é um cisto benigno e normalmente não necessita de tratamento. No entanto, pode se romper durante o contato íntimo, causando dor intensa, queda da pressão e batimento cardíaco acelerado, podendo ser necessário retirar através de cirurgia por laparoscopia.

3. Cisto de teca-luteína

O cisto de teca-luteína é um tipo mais raro de cisto benigno, que geralmente surge por um excesso de estimulação nos ovários devido a níveis elevados de beta-HCG.

Esse tipo de cisto é mais comum em mulheres grávidas de gêmeos, geralmente desaparecendo sozinho após o parto, mas também podem estar associados a gravidez molar, também chamada de doença trofoblástica gestacional, ou hiperestimulação ovariana.

4. Cisto hemorrágico

O cisto hemorrágico acontece quando há sangramento na parede do cisto para o seu interior, podendo ser de vários tipos, como o cisto folicular, de corpo lúteo ou endometrioma, por exemplo. Esse tipo de cisto normalmente desaparece sozinho, no entanto, nos casos em que o cisto é maior que 5 cm, ou se rompe, pode ser necessário tratamento cirúrgico.

5. Cisto dermóide

O cisto dermóide, também chamado de teratoma cístico maduro,  pode ser encontrado na criança e pode ser composto por cabelo, dente ou fragmento ósseo. Esse tipo de cisto é benigno, mas necessita de tratamento, pois existe um risco de cerca de 1 a 2% dos casos, do cisto se tornar maligno.

6. Fibroma ovariano

O fibroma ovariano é um tipo de tumor benigno raro, porém é um dos tipos mais comuns na menopausa, sendo que seu tamanho pode variar desde microcistos até pesarem até 23 kg, e devem ser retirados por cirurgia.

7. Endometrioma ovariano

O endometrioma ovariano, também chamado de cisto de chocolate, pode surgir em casos de endometriose nos ovários, o que pode fazer com que surja uma bolsa preenchida de sangue, necessitando ser tratado com remédios ou cirurgia. Esse tipo de cisto é mais frequente durante os anos férteis, antes da menopausa.

8. Cistoadenoma

O cistoadenoma é um tumor ovariano benigno, que se desenvolve na superfície do ovário, sendo geralmente preenchido por um líquido aquoso ou seroso, e deve ser retirado através de laparoscopia.

Cisto no ovário é perigoso?

Ter um cisto no ovário nem sempre acaba sendo perigoso. Normalmente, não é câncer, sendo apenas uma lesão benigna que pode desaparecer sozinha. Pode-se retirar através de cirurgia, quando é muito grande e existe risco de rompimento ou causa dor e desconforto. Assim, o câncer de ovário se faz mais comum em mulheres com mais de 50 anos, sendo muito raro abaixo dos 30.

No entanto, algumas características dos cistos podem ser perigosas e indicar um câncer, como grande tamanho, septo espesso ou tumor sólido, por exemplo, sendo mais comum em mulheres com mais de 50 anos, e muito raro abaixo dos 30.

Em caso de suspeita de câncer de ovário, o médico deve solicitar o exame de sangue CA 125. Dessa forma, esse valor elevado pode indicar uma lesão cancerígeno. No entanto, as mulheres com endometrioma ovariano podem ter CA 125 elevado, e não ser câncer.

Como é feito o tratamento

O tratamento do cisto no ovário nem sempre é necessário, dependendo do seu tipo. Na maioria dos casos, o ginecologista pode indicar apenas um acompanhamento regular para ter a certeza de que o cisto diminui ao longo do tempo. No entanto, em alguns casos, o médico pode indicar o uso de anticoncepcionais, para regular os níveis hormonais, o que pode favorecer a diminuição ou desaparecimento do cisto.

Nos casos em que o cisto é muito grande e causa sintomas, pode ser indicada a realização de cirurgia para retirada do cisto ou do ovário quando há sinais indicativos de câncer ou de torção do ovário. Além disso, uma forma de aliviar o desconforto é utilizar uma compressa de água morna sobre a região dolorida.

É possível engravidar com cisto no ovário?

O cisto no ovário não causa infertilidade, mas a mulher pode ter dificuldade em engravidar devido às alterações hormonais que levaram ao surgimento do cisto. Porém, com o tratamento adequado, o cisto no ovário tende a diminuir ou desaparecer. Dessa forma, faz com que a mulher retorne ao seu ritmo hormonal normal, facilitando a fertilização.

Quando a mulher com cisto no ovário consegue engravidar, deve fazer consultas regulares no obstetra. Afinal, existe maior risco de complicações, como gravidez ectópica, por exemplo.

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