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Espondilite anquilosante: qual sua relação com a dor na coluna?

Existem diversas doenças reumáticas que acometem diferentes partes do corpo. Uma delas é a espondilite anquilosante, que afeta o esqueleto axial, principalmente o quadril, a coluna, os ombros e os joelhos.

Se não for tratada, essa doença pode levar à perda da capacidade física. Ainda não conhece o problema? Então, continue a leitura do post e saiba quais são os sintomas e como é feito o tratamento. Confira!

O que é espondilite anquilosante?

Trata-se de uma inflamação sistêmica que atinge, sobretudo, as articulações da coluna. Gradualmente, as vértebras vão se fundindo, provocando a perda de mobilidade do paciente. A doença não tem cura, mas pode ser retardada por meio de tratamento.

Esse nome complicado se refere exatamente aos efeitos da doença. Espondilite é referente à artrite, um tipo de reumatismo nas articulações. Anquilosante faz menção à perda progressiva dos movimentos.

O problema tem origem autoimune, ou seja, não se sabe de fato como surge, podendo, inclusive, ter causas genéticas. Atinge bem mais homens do que mulheres, com idades entre 20 e 40 anos.

A espondilite anquilosante pode acometer, também, outros órgãos, ossos, olhos (chegando à perda da visão) e pele (na forma de psoríase). Em casos mais graves, em que houve maior evolução, ela pode afetar intestinos, coração, pulmões e até o sistema nervoso.

Quais os principais sintomas da doença?

Em geral, como se trata de uma doença autoimune, os sintomas e a própria progressão da doença variam muito de uma pessoa para outra. Começa com forte dor nas costas e, em seguida, podem aparecer:

  • outras dores localizadas nos calcanhares e nas regiões lombar, ciática e dorsal;
  • rigidez física, que dificulta a locomoção, principalmente no período da manhã;
  • tendinites, com inchaço e dor mais frequentes nos tendões de aquiles e no rotuliano (na parte posterior dos joelhos);
  • artrites periféricas, nos membros inferiores e superiores, por exemplo;
  • fraqueza e fadiga;
  • inflamação nos olhos e na pele, com forte irritação e vermelhidão;
  • colite, inflamação no intestino.

De que forma é realizado o tratamento?

Primeiro, é preciso fazer o diagnóstico correto da espondilite anquilosante. Para isso, podem ser feitos, além de exames físicos, radiografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, ecografia, densitometria óssea e exames de sangue.

Este último é usado para se conhecer a quantidade de proteína C reativa, a presença do gene HLA-B27 ou a velocidade de hemossedimentação (VHS). Esses fatores determinam a possibilidade de ocorrência da doença. O médico vai determinar a necessidade de cada exame conforme o caso.

Por ser uma doença crônica, o tratamento visa à redução dos sintomas, preservação dos movimentos e prevenção de deformações ósseas. O reumatologista pode prescrever medicamentos específicos, como anti-inflamatórios.

Além disso, podem ser recomendadas, como auxiliares, a terapia ocupacional e a fisioterapia, que ajudam tanto na eliminação das dores quanto na manutenção dos movimentos. O médico também pode propor a mudança de hábitos, como a realização de atividades físicas e a adoção de dieta alimentar mais saudável.

De qualquer forma, mesmo que os sintomas iniciais possam indicar outros problemas, o sucesso das terapias da espondilite anquilosante depende de um diagnóstico precoce. É fundamental procurar um clínico geral ou que atue em reumatologia o mais cedo possível.

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