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Excesso de ferro no organismo e os perigos para a saúde

Condição chamada de Hemocromatose é hereditária e pode afetar diferentes órgãos do corpo

Nós sabemos que é muito comum se falar sobre a anemia, condição causada pela pouca quantidade de ferro no organismo. A hemocromatose, por sua vez, se caracteriza justamente pelo contrário. Ela é uma doença hereditária, na qual o organismo do paciente acaba absorvendo ferro demais.

O processo de absorção do ferro acontece no intestino após a ingestão dos alimentos ricos desse mineral. Em quem possui a doença, o mecanismo regulador da absorção sofre uma mutação que faz com que o órgão continue absorvendo o ferro progressivamente mesmo quando seus depósitos estão “completos”.

Como o nosso organismo não possui nenhum mecanismo fisiológico para eliminar o excesso do mineral de forma natural, o acúmulo vai resultar em uma sobrecarga que afeta diferentes órgãos.

Sintomas da hemocromatose

A hemocromatose pode ser classificada como associada ao HFE (gene localizado no cromossomo 6) em 85% dos casos, e não associada ao HFE, sendo a diferença entre elas as células afetadas pela mutação.

Os sintomas costumam aparecer logo no início da doença, permitindo um tratamento precoce mais eficaz e sua cura total. Entre eles estão a fadiga, fraqueza e o desconforto abdominal. Exames de sangue serão solicitados para avaliação.

Caso ela não seja tratada nessa fase, o excesso de ferro se espalha para diversos órgãos do corpo, o que pode resultar em diabetes (pâncreas), cirrose ou câncer no fígado, insuficiência cardíaca, artrite e/ou impotência sexual (quando o ferro atinge a hipófase). A cirrose hepática e a diabetes são quadros irreversíveis, que precisarão ser controlados por toda a vida.

Tratamento e cuidados

O tratamento da hemocromatose se baseia em extrair o excesso do ferro por meio de sangrias, método médico de retirada de sangue, que será orientada por um profissional da área de hematologia depois do diagnóstico.

No primeiro momento, pode ser necessário retirar de 350 a 400 ml do sangue do paciente uma ou duas vezes por semana até normalizar as taxas. Após esse período intensivo, o tratamento de manutenção continua ao longo da vida, com a retirada do sangue de 3 a 4 vezes por ano.

Apesar da hemocromatose ser considerada curada com o tratamento adequado e geralmente não ter mais riscos de evoluir para outras doenças, recomenda-se que o paciente não tome medicamentos com ferro, fique atento à ingestão excessiva de vitamina C, que pode contribuir com a absorção do mineral, e evitar ou moderar o consumo de bebidas alcoólicas.

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