Sinais de alerta de angioedema hereditário - Blog Unicpharma
Shutterstock 429969427

Sinais de alerta de angioedema hereditário

Crises constantes de inchaço no corpo precisam de atenção

O angioedema é uma doença que muitas vezes é confundida com uma alergia, pois sua característica é o inchaço de algumas áreas do corpo. O problema é que, quando na forma hereditária (AEH), felizmente rara, a doença pode acabar sendo fatal por causa de suas consequências.
A condição acontece devido a uma deficiência da proteína conhecida como inibidor de C1-esterase. Uma das funções dessa proteína é justamente controlar as reações inflamatórias do nosso corpo, por isso os inchaços acontecem e precisam de atenção.
O angioedema hereditário se divide em três tipos
Em média, de 80 a 85% dos casos da doença são do tipo I, na qual existe uma diminuição nos níveis de C1-INH, considerado um defeito quantitativo. No tipo II, que representa quase todos os casos restantes, a quantidade da proteína é adequada, mas ela sofre alguma alteração e não funciona como deveria.
Já o angioedema hereditário tipo III é extremamente raro, acometendo mais mulheres, e gera sintomas apesar dos níveis e da função da proteína se apresentarem normais.
Apenas 5% dos pacientes com AEH são assintomáticos e 25% apresentam sintomas só esporadicamente. Ou seja, a maior parte dos indivíduos manifesta crises constantes, que duram mais ou menos 5 dias, de inchaço da pele, principalmente no rosto, na garganta, genitálias e sistema digestório.
Por que é tão importante ficar atento
O angioedema hereditário ainda é uma doença difícil de diagnosticar e que pode ser desencadeada por atividades simples do dia a dia, como exercícios físicos de impacto, situações de estresse, infecções e até mesmo um momento de TPM ou ao tomar um simples sorvete.
Há casos em que o inchaço é apenas interno e confundido com doenças como apendicite, que colocam o paciente frente a um procedimento cirúrgico desnecessário. Ou quando muito grave na região da garganta pode levar a asfixia.
Quanto mais cedo a doença for controlada e as crises prevenidas, melhor será a qualidade de vida do paciente. O tratamento inicial estimula a produção da proteína com hormônios para evitar as crises, mas existe também um remédio para controlar as dores caso elas aconteçam. Procure ajuda médica da área de alergologia.

Voltar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *