Nicotina

Como identificar a dependência da nicotina?

É um processo que envolve fatores fisiológicos, psicológicos e comportamentais

O tabagismo é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crônica e a maior causa evitável de doenças e mortes precoces em todo o mundo.

Quem fuma se expõe cronicamente a cerca de 4.720 substâncias, muitas delas tóxicas. Não é à toa que fumar pode ser causa de aproximadamente 50 doenças, entre elas vários tipos de câncer, problemas do aparelho respiratório e cardiovascular.

A constatação de que a nicotina, presente em todos os derivados do tabaco, é uma droga psicoativa, ou seja, que causa dependência, fez com que a OMS considerasse o tabagismo como um transtorno mental.

O que é a dependência da nicotina?

É um processo complexo que envolve a inter-relação de fatores fisiológicos, psicológicos e comportamentais.

A dependência fisiológica é a necessidade orgânica. Ela surge porque a nicotina estimula uma grande liberação de dopamina: substância que gera forte sensação de prazer e euforia.

Esse é o principal motivo para que o corpo peça sempre mais e mais nicotina, e a pessoa continue fumando. É nesse contexto que se envolve fatores como compulsão, tolerância (aumenta-se gradativamente a quantidade de cigarros fumados no dia) e síndrome de abstinência.

A dependência psicológica é a necessidade de fumar pensando em aliviar emoções como angústia, ansiedade, tristeza, medo, estresse. Nesse cenário, a nicotina passa a ser encarada como uma companheira em momentos de solidão.

Já a dependência comportamental é aquela associada a situações corriqueiras. É o condicionamento de fumar após tomar café, após as refeições, ao assistir televisão, falar ao telefone, ingerir bebidas alcoólicas, dirigir e até relaxar.

A dependência da nicotina tem tratamento

De acordo com a OMS, o tratamento de dependência da nicotina é feito com o objetivo de mudar crenças e comportamentos que levam a pessoa a fumar. A ideia é cessar o tabagismo e evitar recaídas.

Em casos específicos, podem ser utilizados medicamentos, que servem de apoio a essa abordagem psicológica e comportamental. Uma vez que eles minimizam os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina, acabam facilitando o tratamento.

Mas a recomendação da OMS é clara: nenhum medicamento para parar de fumar deve ser utilizado isoladamente. Converse com um médico pneumologista para ter orientações para o seu caso.

10 dicas para parar de fumar

As recomendações são do Ministério da Saúde:

  1. Tenha determinação;
  2. Marque um dia para parar;
  3. Corte gatilhos do fumo;
  4. Escolha um método;
  5. Encontre substitutos saudáveis;
  6. Livre-se das lembranças do cigarro;
  7. Encontre apoio de amigos e familiares;
  8. Escolha a melhor alimentação;
  9. Procure apoio médico;
  10. Troque experiências em um grupo de apoio.

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